
A Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa expressou sua
preocupação pela situação dos africanos que pediram asilo e que estão
reféns no Sinai, pedindo a cessação imediata do tráfico de seres
humanos.
Em 5 de dezembro de 2010, o Papa Bento XVI chamou a atenção da
comunidade internacional para as “vítimas de traficantes e criminosos”,
citando o drama dos reféns eritreus e de outras nacionalidades no
deserto do Sinai. Desde então, a situação destas vítimas não parou de
piorar.
Agora, os ordinários da Igreja Católica na Terra Santa pedem
insistentemente às autoridades civis egípcias e israelenses, e à
comunidade internacional, que aumentem os esforços para combater o
tráfico de seres humanos, os abusos, as humilhações, torturas e mortes
que perduram contra os refugiados africanos. “Aqueles que fogem da
guerra e da violência de seus países devem ser protegidos dos abusos
criminosos de quem quer explorá-los. Estamos particularmente indignados
pelo assustador destino de mulheres e crianças.
Recordamos às
autoridades civis no Egito e em Israel suas obrigações de respeitar as
disposições e as normas internacionais relativas aos direitos humanos no
tratamento, na proteção da dignidade e na integridade física e
psicológica das pessoas, incluindo o direito a um processo regular e
justo para as pessoas que pedem asilo e os migrantes”.
A Igreja na Terra Santa agradece as Organizações de tutela de
direitos humanos que atuam nos dois países pela ajuda às vítimas do
tráfico e asseguram-lhes seu apoio moral e suas orações.
Neste sentido, a Assembleia dos Ordinários pede mais atenção às
pessoas presas, sequestradas, torturadas e maltratadas no Sinai; mais
repressão contra os traficantes e ajuda às vítimas, e por fim, convida
todos a apoiar as Organizações de assistência.
A Igreja se compromete em assistir espiritualmente as pessoas que
aguardam asilo e pedem às autoridades de Israel que permitam aos
capelães encontrar-se com os detidos para lhes oferecer consolo
espiritual.
Com informações Radio Vaticano


