Os advogados que defendem os réus do processo do Mensalão usam
diversos discursos para tentar livrar seus clientes da condenação, o
Supremo Tribunal Federal está há dias analisando os 38 envolvidos no
maior escândalo de corrupção da história do Brasil.
Para criar uma defesa vale até mesmo comparar Delúbio Soares,
ex-tesoureiro do PT, com Cristo ao dizer que ele está sendo injustamente
condenado pela opinião pública que seria a multidão que pede punição.
Já os ministros do STF seriam o governador da Judeia, Pôncio Pilatos,
que aceitou o pedido da multidão entregando Cristo à morte de cruz.
“Como é nocivo o juiz que vai até à sacada para perguntar ao povo o
que ele quer. Porque se solta Barrabás, se condena Jesus e depois se
lava as mãos, mas a consciência o persegue”, disse o advogado.
Outros profissionais do Direito compararam seus clientes com os
judeus que diante da lei nazista eram condenados sem nenhum julgamento.
Até mesmo a Idade Média foi usada para alegar que os réus estão sendo
injustiçados.
“Responsabilidade objetiva nos remete à Idade Média. Queima porque é
bruxa. É o direito penal do terror. É o direito penal do inimigo. É o
direito penal nazista. É judeu, então mata. E mata porque é judeu. É
petista? É presidente do PT? Tem que ir para cadeia”, disse o advogado
Luiz Fernando Pacheco, advogado do ex-presidente do PT, José Genoino. - O Globo.



